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O ódio de classe ...

 

O ódio de classe da burguesia brasileira

                                                       Por Emir Sader

 

A gente vai se ver livre desta raça (sic), por, pelo menos, 30 anos” (Jorge Bornhausen, senador racista e banqueiro do PFL)

 

O senador Jorge Bornhausen é das pessoas mais repulsivas da burguesia brasileira. Banqueiro, direitista, adepto das ditaduras militares, do governo Collor, do governo FHC, do governo Bush, revela agora todo o seu racismo e seu ódio ao povo brasileiro com essa frase, que saiu do fundo da sua alma – recheada de lucros bancários e ressentimentos.Repulsivo, não por ser loiro, proveniente de uma região do Brasil em que setores das classes dominantes se consideram de uma raça superior, mas por ser racista e odiar o povo brasileiro. Ele toma o embate atual como um embate contra o povo – que ele significativamente trata de “raça”.

Ele merece processo por discriminação, embora no seu meio – de fascistas e banqueiros – sabe-se que é usual referir-se ao povo dessa maneira – são “negros”, “pobres”, “sujos”, “brutos”, - em suma, desprezíveis para essa casa grande da política brasileira que é a direita – pefelista e tucana -, que se lambuza com a crise atual, quer derrotar a esquerda por 30 anos, sob o apodo de “essa raça”. É com eles que anda a “elite paulista”, ultra-sensível com o processo de sonegação contra a Daslu, mas que certamente não dirigirá uma palavra de condenação a seu aliado estratégico (da mesma forma que a grande mídia privada). São os amigos de FHC e de seus convivas dos Jardins, aliados do que de mais atrasado existe no Brasil, ferrenhamente unidos contra a esquerda e o povo.

Mas não se engane, senhor Bornhausen, banqueiro e racista, muito antes do que sua mente suja imagina, a esquerda, o movimento popular, o povo estarão nas ruas, lutarão de novo por uma hegemonia democrática, anti-racista, popular, no Brasil. Muito antes de sua desaparição definitiva da vida pública brasileira, banido pelo opróbio, pela conivência com a miséria do país mais injusto do mundo, enquanto seus bancos conseguem os maiores lucros especulativos do mundo, sua gente será definitivametente derrotada e colocada no lugar que merece – a famosa “lata de lixo da história”.

Não, senhor Bornhausen, nosso ódio a pessoas abjetas como a sua, não os deixará livre de novo para governar o Brasil como sempre fizeram – roubando, explorando, assassinando trabalhadores. O seu sistema, o sistema capitalista, se encarrega de reproduzir cotidianamente os que se opõem a ele, pelo que representa de opressão, de expoliação, de desemprego, de miséria, de discriminação – em suma, de "Jorges Bornhausens". Saiba que o mesmo ódio que devota ao povo brasileiro e à esquerda, a esquerda e o povo brasileiro devotam à sua pessoa – mesquinha, desprezível, racista. Ele nos fortalece na luta contra sua classe e seus lucros escorchantes e especulativos, na luta por um mundo em que o que conte seja a dignidade e a humanidade das pessoas e não a “raça” e a conta bancária. Obrigado por realimentar no povo e na esquerda o ódio à burguesia.  (28/8/2005)

 

 

Emir Sader, professor da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), é coordenador do Laboratório de Políticas Públicas da Uerj e autor, entre outros, de “A vingança da História".

 

A palestra de Hugo Chavez

 A palestra de Hugo Chavez no FSM

 

                             *Por Júlio Garcia

 

 

Um dos pontos altos do 5º Fórum Social Mundial (que, pela grandiosidade do evento,  merecerá um novo artigo na próxima edição) foi, sem dúvida, a palestra do presidente venezuelano Hugo Chaves, que tivemos o privilégio de assistir, realizado na tarde-noite de domingo, 30 de janeiro, com o Gigantinho lotado, a exemplo do que já tinha acontecido na antevéspera com  a palestra do Presidente Lula.  A jornalista Elaine Tavares, do Observatório Latino-Americano/Universidade Federal de Santa Catarina, em artigo intitulado “Uma fissura no muro do império”, do qual tomamos a liberdade de reproduzir  a seguir os principais trechos, mostra como foi a performance do presidente venezuelano e a reação das quase 13 mil pessoas que lá estavam para ouvi-lo:

 “Estes são tempos sombrios. O império avança, armado até os dentes, impondo dirigentes, políticas e até sonhos. Tem o poder da força bruta, acossa, oprime. Mas, nas "orillas" (margens) do terror, assomam gentes, dispostas a resistir, lutar, morrer até, como se vê no Iraque, que finca pé no seu direito de decidir sobre a própria vida. E, em meio a toda essa tormenta, aparece um homem. Não é que seja um deus. Não é que seja um salvador. Mas, sem dúvida, é mais um exemplo de que, a despeito de tudo, é possível não ficar de joelhos diante da força, é possível dizer não. O homem é Hugo Chávez, que, na cena política da resistência vem se somar a outro velho líder: Fidel, até então suportando, praticamente sozinho, o fardo de enfrentar o império. (...)
"Hugo Chávez é um líder de novo tipo", saudou o jornalista Ignácio Ramonet. E foi a partir desse mote que o presidente  venezuelano conduziu seu discurso.

De novo tipo sim, disse Chávez, mas amparado em velhos tipos e tipas, principalmente em Simón Bolívar, o caraquenho que acabou virando o libertador, construindo a desvinculação de mais de seis países do jugo colonial espanhol. (...).

Alertou que não é nada fácil lutar contra o império estadunidense, porque este está ferido de morte, já não tem quem defenda sua ideologia e, por isso, segue mais furioso, amparado no poder da força das armas. Disse que as mudanças têm de vir "a despacio" (devagar) e que é preciso ter paciência, disciplina e vontade de mudar. Apontou as vitórias da revolução bolivariana na Venezuela, os avanços na organização popular, na saúde, na educação, na comunicação comunitária. Falou dos desafios ainda a serem vencidos e da necessidade de a América Latina se libertar de verdade e de se integrar a partir de outro ponto de vista.

Para isso, Chávez tem propostas muito concretas. Uma delas é a ALBA, contraponto que criou para enfrentar a ALCA, imposição dos Estados Unidos. (...) A idéia de Chávez é de uma integração latino-americana que trabalhe a cooperação, a cultura, a vida na sua totalidade e não apenas no aspecto econômico das grandes corporações. É um pouco do que já está fazendo com Cuba. A ilha tem ajudado na saúde e na educação de forma decisiva. É um método cubano de educação que está sendo levado a cabo na Venezuela e mais de 20 mil médico cubanos estão vivendo no país, com uma proposta de medicina preventiva e familiar. Agora, o governo venezuelano colocou para andar o projeto da TV SUR, uma idéia de integração da comunicação latino-americana, que vai fazer com que a gente do sul do mundo possa - enfim - se conhecer. (...)
E foi nesse ritmo de propostas ousadas e originais que o presidente da Venezuela falou por uma hora e meia. Pediu que as gentes não tenham medo de se dizerem anti-imperialistas, anti-hegemônicas, anti-capitalistas e que é nessa luta que e vem estar todos aqueles que sonham com um mundo novo.
Disse que seu país está caminhando no rumo do socialismo, que há rotas a corrigir, que há muito por fazer, que não sabe nem se tudo isso vai dar certo. Mas, entende ele que é caminhando que se faz o caminho e a Venezuela vai desbravar o seu. Saiu do Gigantinho ovacionado, não como a última esperança branca, como um herói, mas como um homem de coragem que está ousando desafiar o império.  Chávez é só mais um exemplo (...) de que na grande muralha de poder erguida pelos Estados Unidos, podem acontecer fissuras, pequenos buracos que, com a força do desejo de libertação represado, podem romper o muro e apontar para uma vida justa, de cooperação, de liberdade e de integração real entre os povos. A história caminha, a despeito dos arautos do seu fim...”.

 

*Júlio César Schmitt Garcia é Servidor Público Federal e Acad. de Direito

 

(Artigo publicado originalmente em fev/2005).



 

 

Homenagem a Marcos Klassmann

 

 

 

 Homenagem ao querido Marcos Klassmann

 

                                                                 por Henrique Fontana

Aos familiares, amigos e companheiros do inesquecível Marcão

Estou aqui muito longe fisicamente e agora, escrevendo estas linhas, tão perto de todos vocês e do nosso Marcão, do sentimento profundo de perda e dor que todos sentimos. Quero fazer a minha última homenagem a esta figura humana extraordinária que todos nós aprendemos a admirar.
Quando falei com o Gustavo por telefone, há poucas horas, recebi a noticia da morte do Marcão, aqui tão longe de tudo e de todos. O sentimento imediato foi de tristeza e reflexão, recapitular os momentos que passamos juntos, os ensinamentos, o jeito de ser do Marcão e os sentimentos que ele nos deixa...
Homem digno, comprometido com a ética mais profunda da boa política, que é lutar pelo bem comum, por justiça pelo fim da exploração, militante exemplar e incansável do socialismo e da esquerda.
Como diz a musica cantada por Mercedes Sosa, que agora estou ouvindo. "Existem aqueles que lutam por toda a vida, estes são os imprescindíveis". O Marcão foi um destes. Para homenageá-lo da melhor maneira possível, vamos continuar lutando pelas mesmas idéias, construindo mais um pedaço das coisas que ele ajudou a construir em vida.
Lembro do Marcão amigo, pai super dedicado. Uma noite, poucos meses atrás, numa das nossas jantas juntos lá em Brasília, onde ele falava empolgado com um enorme carinho das coisas boas de ser pai da Julia e de estar casado com a Rossana. Nos vamos continuar ao lado das duas para te dar a certeza de que elas serão tão felizes como tu sempre imaginou. Também vamos estar ao lado da tua mãe e da tua família, que podem ter muito orgulho do filho e do irmão que deram ao mundo.
Vamos estar ao lado de todos os teus amigos e companheiros, que continuarão andando pelas campanhas, pelas reuniões, pelos bairros populares da nossa Porto Alegre, que te teve como vereador exemplar, cassado pelas virtudes de defender os excluídos, a liberdade e a democracia. Vamos continuar procurando sempre agir com os ensinamentos que nos deixaste, felizes, firmes e esperançosos como tu sempre fostes, capazes de buscar sempre a síntese mais completa da leitura da realidade que nos fará agir com lucidez política para modificá-la.
Parabéns, Marcão, pela tua historia de vida, pelos amigos e pelos exemplos
que deixastes. Fizeste o melhor para que o mundo e o nosso Brasil ficassem mais justos.
Conquistastes muitas vitórias, tiveste a sabedoria e a naturalidade para aprender com as derrotas. Foste exemplar como amigo, como companheiro, como homem do mundo... Quanto a nós, queremos te dar um ultimo abraço, te prestar uma ultima homenagem, que é dizer: Por tudo que fostes, nós te amamos e admiramos.
Do teu amigo, companheiro e admirador, Henrique Fontana. (05/01/2005)

 

 

Da parte ao todo

 


Da parte ao todo, 26 anos de uma história de lutas e conquistas

·          Por Henrique Fontana

O todo nos mostra uma história de 26 anos de luta pela liberdade, pela democracia, pela justiça social, pela ética na política. A parte revela denúncias que envolveram alguns dirigentes do PT, o que nos encheu de dor e indignação. O todo é um caminho construído por mais de 800 mil filiados, milhões de simpatizantes e lutadores sociais, que dedicaram e dedicam a vida para mudar o Brasil, desde as pequenas lutas cotidianas no bairro, na cidade, no campo, no sindicato, até a conquista de governos. A parte não os vê, não os escuta e talvez nem os reconheça, ansiosa em transformar o julgamento parcial em total, criminalizando o PT e a esquerda, e poder declarar o fim de algo que na verdade nunca lhe foi aceitável.

O todo, infelizmente, denuncia essa triste herança secular de corrupção e de apropriação do Estado por grupos privados de interesses, sejam financeiros, econômicos ou políticos. A parte não reconhece a história, se satisfaz com o palco do espetáculo midiático momentâneo, dos julgamentos instantâneos, das simplificações políticas, do denuncismo, de um verdadeiro fast food da política partidária nacional.

O todo revela um país em que, desde a volta da democracia, seu Estado e a sociedade civil vêm amadurecendo politicamente, aperfeiçoando suas instituições democráticas e o controle público sobre os órgãos estatais, reforçado pelos movimentos sociais e sindicais, e que agora, diante da crise, deseja a investigação profunda e a punição dos verdadeiramente culpados, mas também quer mudanças estruturais, como a reforma política. A parte não tem compromisso com o futuro, nem responsabilidade com as instituições democráticas, está embriagada pelo oportunismo eleitoral e os dividendos que poderá angariar com o aprofundamento da crise. O todo faz o balanço dos avanços do governo Lula e também reconhece criticamente seus limites. A parte ataca apenas o que lhe interessa e trata tudo mais como resto sem importância.

Se ao ver a parte vivemos momentos de muitas dúvidas, ao ver o todo não temos dúvidas sobre a história e os ideais que nos trouxeram até aqui. A dura realidade que vivemos em 2005 - a esquerda brasileira, os simpatizantes e militantes petistas, lutadores sociais – nos desafia a agir sobre o nosso próprio tempo, mas revela também, neste momento, o quanto a esquerda e o Partido dos Trabalhadores são necessários, não só como força militante, mas como referência histórica, programática, civilizatória e transformadora. Desejamos, queremos e iremos lutar muito para continuar governando o Brasil junto com o Presidente Lula.

Há os que desejam decretar o fim tanto do PT quanto do governo Lula, e gostariam mesmo é de interditar a esquerda. Nós já fizemos a nossa escolha, afinal, estamos aqui, vivos - militantes, construtores partidários, lutadores sociais - debatendo, pensando, elaborando e tentando traçar caminhos de retomada, reconstrução, mudança, mas, principalmente, lutando pela afirmação de um referencial político e histórico fundado no socialismo democrático e popular. Não somos os que decretaram o fim do PT e de 26 anos de uma história de lutas - contra a ditadura, o imperialismo, o capitalismo, a opressão - e de conquistas importantes para os trabalhadores, os movimentos sociais, sindicais, as minorias e os excluídos. Não somos tampouco alheios ou acríticos aos erros, incapazes de realizar uma reflexão teórica ou programática; porém, ao mesmo tempo não fechamos os olhos para a série de conquistas e mudanças realizadas pelo nosso governo, que estão mudando a cara do Brasil.

Este espírito crítico, esta vontade militante, esta consciência político-histórica de classe, é a mesma vontade expressa nos mais de 300 mil companheiros e companheiras que foram às urnas, no momento mais difícil da nossa história, para participar das eleições internas do PT a fim de dizer à direção e à sociedade brasileira: estamos aqui, onde sempre estivemos, ao lado da luta dos trabalhadores, queremos mudanças, reconhecemos os limites e os avanços, erros e acertos, mas não abrimos mão da luta e da nossa história.

Soubemos separar a parte do todo e ao mesmo tempo reafirmar o sentido da nossa história. Parabéns a todos nós e ao PT nestes 26 anos de existência, marcados por sonhos, lutas, derrotas e vitórias, mas, sobretudo por uma militância que soube construir uma nova história para o Brasil. (26/02/06)

 

Henrique Fontana, deputado federal (PT-RS) e líder do PT na Câmara.

 

Um Outro Mundo é Possível

Um Outro Mundo é Possível

 

                 * Por Júlio Garcia

 

 

A realização da 5ª edição do Fórum Social Mundial, recentemente ocorrido em Porto Alegre, com a presença de mais de 160 mil pessoas, representando mais de 130 países dos cinco continentes, além da qualidade e profundidade dos temas abordados e das propostas aprovadas, atestam o sucesso do mesmo, apesar da tentativa (inócua) de setores da mídia conservadora de diminuir e descaracterizar a grandeza do evento que a capital gaúcha teve o privilégio de sediar mais uma vez.

É inquestionável o crescimento e a importância do megaevento mundial que busca encontrar soluções e tomar iniciativas para criar alternativas reais que impeçam o mundo de continuar no caminho da exclusão e da barbárie que tem levado a maioria da população à degradação, a miséria e a desesperança, enquanto poucos privilegiados usufruem as riquezas produzidas pela maioria. Para termos uma dimensão mais precisa do crescimento do Fórum Social Mundial, em 2001, no 1º FSM, em Porto Alegre, 25 mil pessoas discutiram alternativas ao neoliberalismo e ao imperialismo. Em 2002, o número cresceu para 60 mil participantes. Em 2003, ainda em Porto Alegre, 100 pessoas participaram do evento. Em 2004 o Fórum Social Mundial foi realizado em Mumbai, na Índia, sendo que mais de 100 mil participantes estiveram presentes. Neste ano, na 5ª edição,  novamente em Porto Alegre, mais de 160 mil pessoas reafirmaram  a disposição de continuar a luta por um mundo mais justo, fraterno e solidário.

 A dimensão alcançada pelo FSM é extremamente relevante especialmente  se considerarmos o momento em que o mesmo ocorre, onde,  no início deste novo século, que começou sob o signo de convulsões, de tragédias, guerras  e de uma nova fase da política e da ofensiva militar dos Estados Unidos, que  agora ganhou feições fundamentalistas, como ocorreu com a decisão de invadir  o Iraque, passando por cima dos organismos internacionais e colocando em risco iminente a frágil democracia existente hoje no cenário mundial.

Impossível neste espaço relatar a maioria das oficinas e palestras realizadas durante o evento. Destacamos, no entanto, a marcha de abertura (200 mil pessoas); o lançamento do “Manifesto de Porto Alegre  - Doze pontos para um outro mundo possível”; as participações de Eduardo Galeano, Boaventura de Souza Santos, Tariq Ali, José Saramago, Flávio Koutzii, Frei Beto, Ignácio Ramonet, Leonardo Boff, Gilberto Gil, e as palestras com o presidente Lula e com o presidente Hugo Chavez, da Venezuela (que merecerá um outro artigo, por sua relevância).

Nesta quinta edição do FSM, após 5 dias de discussões nas mais de 2 mil oficinas realizadas, foram aprovadas 352 propostas oriundas das mais diferentes organizações que dele participaram, todas visando a construção de “um outro mundo possível”.  Como colocaram os organizadores no encerramento do Fórum “a quinta edição do FSM começou como expressão da diversidade planetária, polifonia de vozes que se encontram em desejos universais da tolerância, da justiça, da paz, da igualdade. E se encerra dentro desse mesmo espírito. (...) O Fórum atualiza um conjunto de lutas e bandeiras importantes para o desafio de questões que vão do controle do capital internacional, ao individamento dos países e à guerra. É uma plataforma ampla que responde à necessidade  urgente de fortalecermos essas lutas. Saímos daqui com mais energia para seguir em frente”. 

 

*Júlio César Schmitt Garcia é Servidor Público Federal e Acad. de Direito

 

(Artigo publicado originalmente em janeiro de 2005, logo após a realização do 5º FSM))

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Cordial abraço, 

Júlio Garcia

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