Eleições 2008
 
* O blog estará divulgando, a partir de hoje (para  conhecimento e manifestação de nossos prezados leitores), algumas  candidaturas petistas que estarão disputando as próximas eleições  - e que se mantém, coerentemente,  no campo da esquerda, da independência de classe, com fisonomia própria e,  acima de tudo, longe das 'más companias' que  desvirtuam e que tanto mal causaram ao partido  nos últimos anos. E que devem, por tudo isso, contar com nossa solidariedade entusiasta  e militante. Começamos hoje com a chapa petista de Santiago/RS, terra natal deste blogueiro. 
 


 
 
 
 
 
 
 
 

 

 

 

 

Santiago: PT homologa candidaturas

Na tarde desta quinta-feira, 26/06, o Partido dos Trabalhadores de Santiago realizou  Convenção Municipal em sua sede e homologou seus candidatos à prefeito (o jornalista, bacharel em Direito e sociólogo Júlio Prates), vice-prefeita (a funcionária pública e universitária Vívian Dias)  e 12 candidatos à vereança.

O PT foi o primeiro partido político em Santiago a realizar sua convenção e a definir sua tática eleitoral e seus candidatos. 'Trabalho e Dignidade' é o slogan da chapa.


 
 
 
 
 
 
 
 
 
  
 
 
 
 
 
Na foto acima,  da esquerda para a direita, Vívian Dias, Júlio Prates,  o deputado estadual  petista Elvino Bohn Gass e o presidente municipal da sigla em Santiago, Luis Rodrigues.
 
Charge do LATUFF

 

 

* 'Pescado' do Dialógico

Poema

 

 
A Espantosa Realidade das Cousas 
 

     A espantosa realidade das cousas
     É a minha descoberta de todos os dias.
     Cada cousa é o que é,
     E é difícil explicar a alguém quanto isso me alegra,
     E quanto isso me basta.

     Basta existir para se ser completo.

     Tenho escrito bastantes poemas.
     Hei de escrever muitos mais. naturalmente.

     Cada poema meu diz isto,
     E todos os meus poemas são diferentes,
     Porque cada cousa que há é uma maneira de dizer isto.

     Às vezes ponho-me a olhar para uma pedra.
     Não me ponho a pensar se ela sente.
     Não me perco a chamar-lhe minha irmã.
     Mas gosto dela por ela ser uma pedra,
     Gosto dela porque ela não sente nada.
     Gosto dela porque ela não tem parentesco nenhum comigo.

     Outras vezes oiço passar o vento,
     E acho que só para ouvir passar o vento vale a pena ter nascido.

     Eu não sei o que é que os outros pensarão lendo isto;
     Mas acho que isto deve estar bem porque o penso sem estorvo,
     Nem idéia de outras pessoas a ouvir-me pensar;
     Porque o penso sem pensamentos
     Porque o digo como as minhas palavras o dizem.

     Uma vez chamaram-me poeta materialista,
     E eu admirei-me, porque não julgava
     Que se me pudesse chamar qualquer cousa.
     Eu nem sequer sou poeta: vejo.
     Se o que escrevo tem valor, não sou eu que o tenho:
     O valor está ali, nos meus versos.
     Tudo isso é absolutamente independente da minha vontade.

                                                                     Alberto Caeiro

Charge do KAYSER

 

Aniversário

 

 

 Festa de aniversário de Olívio Dutra

Nesta sexta-feira, 27, será celebrado o aniversário do presidente estadual do PT, Olívio Dutra, primeiro prefeito petista de Porto Alegre. Na ocasião também será relembrado os 20 anos da primeira vitória da Frente Popular na capital, momento que marcou não somente Porto Alegre, mas todo o Estado, pelas conquistas democráticas alcançadas no período.

A festa, acompanhada de jantar, começa a partir das 20h, no Clube Farrapos, que fica na avenida Cristiano Fischer, 1331, em Porto Alegre. Será servida paella campeira. Os convites podem ser adquiridos no PT de Porto Alegre (Avenida João Pessoa, 785), no PT Estadual (Rua Ramiro Barcelos, 330), na Bancada do PT na Assembléia Legislativa (5º andar, com Ana Elise) e na Bancada do PT na Câmara de Vereadores de Porto Alegre.
(do site PTSul)

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* O titular do blog aproveita o ensejo para mandar um abraço fraterno,  desejar um Feliz Aniversário e uma 'boa luta' ao  bravo companheiro Olívio.  Júlio Garcia

Charge do KAYSER

 

Em defesa da UERGS

 

Docentes  paralisarão atividades em apoio ao ato público

Os docentes da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul decidiram paralisar atividades na próxima segunda-feira (30/06), em apoio ao ato público em defesa da instituição previsto para às 9h do mesmo dia, na Assembléia Legislativa. A categoria realizou assembléia geral no último sábado (21) e analisou que a universidade enfrenta seus piores níveis de recursos materiais, provocados pela queda orçamentária e ausência de infra-estrutura e de recursos humanos compatíveis com o porte da instituição.

Em nota divulgada pela Associação dos Docentes da UERGS, os professores condenam a deteriorização dos serviços prestados, com a quebra da regularidade de ingresso de novos estudantes via vestibular e o comprometimento da qualidade de atendimento no ensino, pesquisa e extensão.
Além disso, registra desvios no cumprimento da Lei de Emprego, Salário e Função e lentidão no encaminhamento de medidas para normalizar a participação efetiva da Comunidade Acadêmica nas deliberações institucionais, como a espera pela determinação judicial para compor o Conselho Superior Universitário-CONSUN , o não funcionamento de outros órgãos colegiados (Conselho de Ensino e Pesquisa, Conselhos Consultivos dos Campus Regional).
Por Assessoria de Imprensa da ADUERGS.

Governo Lula

 

Novo recorde na geração de empregos: 30 milhões

O número total de empregos com carteira assinada atingiu a marca inédita dos 30 milhões em maio deste ano, segundo informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregado (Caged) divulgadas nesta quinta-feira (19) pelo Ministério do Trabalho.

Os dados do Ministério do Trabalho mostram que o número total de vagas com carteira assinada estava em 24,8 milhões no fim de 2004; 26,1 milhões no fechamento de 2005; 27,3 milhões no fim de 2006 e 28,9 milhões no final do ano passado. Em abril deste ano, o estoque de vagas existentes no mercado estava em 29,8 milhões.

Para o deputado federal Henrique Fontana (PT-RS), líder do governo Lula na Câmara, a notícia mostra que "o aquecimento da economia brasileira é fruto de um planejamento que visa ao desenvolvimento nacional". O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, ao divulgar os números, lembrou que a população brasileira beira 190 milhões de pessoas. Entretanto, recordou que os números do Caged não englobam os servidores públicos da União, estados e municípios e, também, os trabalhadores autônomos.

Conforme já informado anteriormente pelo Ministério do Trabalho, mais de 1 milhão de vagas foram abertas de janeiro a maio deste ano, recorde absoluto da série histórica do Caged para este período, que tem início em janeiro de 2004. Foram criados exatos 1,05 milhão de empregos com carteira assinada nos cinco primeiros meses deste ano.

O setor econômico que mais contribuiu para a abertura de vagas no acumulado deste ano foi o de Serviços, com 365 mil vagas abertas, contra 289 mil em igual período de 2007. O setor de Serviços tem sido muito forte no Brasil. São os hotéis, os restaurantes, o setor de Educação.

A indústria de transformação, por sua vez, gerou a criação de 265 mil empregos formais neste ano, contra 271 mil em igual período do ano passado. A construção civil teve forte crescimento em 2008, com 160 mil vagas abertas de janeiro a maio deste ano, contra 79 mil em igual período de 2007. Já o Comércio foi responsável pela abertura de 83 mil empregos com carteira assinada até maio de 2008, na comparação com 68 mil no mesmo período do ano passado.

O Ministério do Trabalho manteve a previsão de que o número total de empregos criados neste ano ultrapasse a marca de 1,8 milhão - o que representaria novo recorde histórico. Em 2007, atual recorde para um ano fechado, foram abertas 1,61 milhão de vagas com carteira assinada. Para ele, a economia brasileira terá crescimento superior a 6% em 2008.

Fonte: Min. do Trabalho e Emprego e Assessoria de Imprensa e Site do Dep. Federal Henrique Fontana - PT/RS

'Bossa nova'

 

Eu te amo

Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir

Ah, se ao te conhecer
Dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir

Se nós nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir

Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu

Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu

Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios ainda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair

Não, acho que estás te fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir.

               Tom Jobim/Chico Buarque

*Homenagem do blog aos 50 anos da bossa nova

Imperdível!

 

'Lula e os intelectuais'

Emir Sader pergunta em seu blog: 'Que Lula foi esse que os intelectuais encontraram ou reencontraram na reunião de São Paulo? Que encontros e desencontros apareceram, depois de muitos anos em que praticamente não se haviam dado mais encontros desse tipo?'  A resposta:  Leia o post na íntegra >>

Fora Yeda!

 

 

Manifestantes exigem saída de Yeda

Mais de três mil   manifestantes - oriundos dos movimentos populares, centrais sindicais, estudantes, partidos políticos de oposição, trabalhadores, desempregados - participaram do Ato Público realizado hoje,  em frente ao Palácio Piratini, exigindo o fim da impunidade, da corrupção, do autoritarismo, da truculência policial e, principalmente,  exigindo a saída da governadora  Yeda Crusius e seu 'novo jeito carcomido de desgovernar' o Rio Grande. Segundo informaram os organizadores, as manifestações terão continuidade até que se efetive a saída de Yeda & sua turma do governo gaúcho. 

"Essa é a indignação da sociedade frente a um governo que prometeu ser diferente e cuja diferença é aquilo que sempre conhecemos: as elites sobrevivendo da máquina pública com grandes esquemas de corrupção" ressaltou o deputado Ivar Pavan, segundo o site PTSul. O professor de sociologia Adão dos Santos vê no movimento mais do que uma simples resposta às denuncias de corrupção: "a sociedade gaúcha sempre se orgulhou de fazer uma política limpa, agora todo o imaginário do gaúcho foi corrompido".

Movimentos sociais como a Via Campesina, MST, Movimento dos Sem Teto também participaram. O representante da União Brasileira dos Estudantes, Diego Hames, pediu o esclarecimento imediato das denúncias. "os estudantes querem saber", enfatizou. Entre os discursos, uma bateria e palavras de ordem, sempre sob olhares atentos da policia militar.

Aproximadamente 60 policiais faziam a segurança do Palácio. O  novo comandante da Brigada Militar, coronel Paulo Roberto Mendes, desfilava em frente ao Piratini, incitando ainda mais os manifestantes, que entoavam: "Fascista, fascista".

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*Este blogueiro também esteve lá!

Com o site PTSul / Foto: Daniel Cassol

Sem flagrômetro...

 

'Sou a governadora mais mal paga do país’, diz Yeda

  Fábio Pozzebom/ABr

Saiu no blog do Josias (da Folha Online): "No seu “Claro Enigma”, Carlos Drummond de Andrade pôs como epígrafe um verso de Paul Valéry. 

Diz assim: “Les événements m'ennuient”. Os acontecimentos me entediam. Ou me chateiam, numa tradução sem amarras. 

Mutatis mutandis, dá-se coisa semelhante com Yeda Crusius. Como que exausta da própria crise, a governadora tucana parece estar à procura de novas encrencas. 

Na noite desta quarta-feira (18), discursando para prefeitos gaúchos, Yeda sapecou: “Sou a governadora mais mal paga do país e a Assembléia vai consertar isso...” 

“...Está na hora de dizermos aos nossos secretários, aos nossos diretores e presidentes de autarquias, de fundações e de estatais que eles vão ter um salário digno...” 

“...E para eles poderem ter, é preciso aumentar o salário da governadora.” Quanto ganha Yeda Crusius? R$ 7.140. 

Não é, convenhamos, nenhuma fortuna. Admita-se que a governadora olhe para o contracheque de seus congêneres com uma ponta de inveja.  

O que espanta é a falta de sensibilidade política da governadora. A hora não parece propícia para que a governadora se converta em sindicalista de si mesma. 

O contribuinte gaúcho pode perguntar aos seus botões: Considerando-se as suspeitas de ofensas às arcas estaduais, não estariam a governadora e seus auxiliares ganhando mais do que merecem? 

Vai ter senso de oportunidade assim lá em Porto Alegre!"

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Obs. do blog: Alguém tem que avisar o sr. Josias de Souza que a dona Yeda é sua conterrânea, isto é, paulista... Então, vai ter senso assim ... lá em Sampa, meu! E já vai tarde!

Mobilização Popular

 



 
* Todos no Ato Público
 
Nesta quinta-feira, 19/06 - 11 h
 
Em frente ao Palácio  Piratini!
'Que justiça é esta'?

 

Guerra ao pobre: a história de Sandro, negro, pobre e favelado

'ilus_chibata.jpgHá muitos Sandros em São Paulo e no Brasil. Neste caso temos a oportunidade de acompanhar de que maneira todas as chances de sobrevivência lhe foram retiradas'. Observatório das Violências Policiais.

Saiu no site do jornal  'Correio da Cidadania': "Em editorial de 2 de maio de 2008 – "Guerra ao pobre" –, o Correio da Cidadania lembrava que, "na cultura dos bem de vida, o pobre é o seu inimigo interno. Inimigo é aquele que quer nos destruir e que, portanto, precisa ser destruído. Nega-se a humanidade do pobre para justificar a truculência policial e tudo que vem junto".  

A história de Sandro Wellington de Jesus, de 24 anos, e da defensora de direitos humanos Valdênia Paulino, sua testemunha de defesa, mostra como se orquestram instituições policiais e do poder judiciário para reduzir todos os espaços de vida e do direito de defesa de um pobre.  

Há muitos Sandros em São Paulo e no Brasil. Só que neste caso temos a oportunidade de acompanhar passo a passo de que maneira todas as chances de sobrevivência lhe foram retiradas, constituindo uma brutal injustiça, permeada por toda uma série de humilhações a todo o seu grupo social, familiares e vizinhos, moradores da favela do Jardim Elba, de Sapopemba, cidade de São Paulo.  

Nesta história vemos um jovem de 20 anos, negro e favelado, que apenas estava atravessando uma viela para alcançar a avenida, na madrugada de 23 de outubro de 2004, e tomar o ônibus de uma excursão que faria, quando foi alvejado por uma bala perdida disparada por policiais militares que naquele momento matavam Paulo Maciel, um adolescente de 17 anos. Ou, como disse o promotor quatro anos depois, durante o julgamento,"mais um bandido morto". Sandro, ferido, fugiu para sua casa e, sabendo que se fosse pego na rua seria preso, agüentou a dor do ferimento até o dia amanhecer. Ao ser atendido no hospital foi preso pelos mesmos policiais da madrugada sob a acusação de traficante e homicida. Ficou preso por um mês, mas conseguiu a liberdade provisória.  (...)

*Clique  ao lado para  Ler mais...

http://www.correiocidadania.com.br/

Fórum de Mídia Livre

 

 

'Fórum define agenda de lutas pela democratização da comunicação'

*Pela relevância do evento recentemente ocorrido no Rio de Janeiro, o Blog transcreve a seguir, na íntegra, o artigo do jornalista Marco Aurélio Weissheimer, publicado originariamente no site da Agência Carta Maior.

Primeiro encontro nacional do movimento da Mídia Livre, realizado no Rio de Janeiro, defendeu, entre outras medidas, necessidade de fazer um debate nacional sobre o acesso a verbas publicitárias públicas, de pressionar o governo pela realização da Conferência Nacional de Comunicação e de construir uma articulação latino-americana pela democratização da comunicação.

A primeira edição do Fórum de Mídia Livre, realizada dias 14 e 15 de junho, na Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), reuniu cerca de 350 participantes de vários estados do país. O encontro reuniu jornalistas, professores, estudantes, representantes de movimentos sociais e ativistas da área da comunicação em torno de uma agenda prioritária: a necessidade urgente de debater o papel dos meios de comunicação no Brasil, e desenvolver alternativas críticas à mídia hegemônica e aumentar a força da luta em defesa da democratização do sistema de comunicação no país. Esse sistema, na avaliação do Fórum, é marcado pela crescente concentração e desnacionalização dos meios de comunicação, pela subordinação do interesse público à lógica do mercado e do lucro, e pela ausência de diversidade e pluralidade na informação.

O problema do financiamento de uma mídia livre e democrática foi um dos principais temas debatidos no encontro. Houve um consenso básico em torno da defesa de critérios mais democráticos e transparentes no processo de distribuição de verbas publicitárias públicas. Hoje, esse processo é amplamente dominando pelas regras do mercado. Há uma naturalização da apropriação de recursos públicos pelo setor privado na área da comunicação, como se isso fosse um direito fundamental do mercado. E, mesmo dentro do setor privado, há uma naturalização da apropriação da maior fatia de recursos por parte de uma única empresa (a Globo, no caso), sem qualquer debate sobre a pertinência dessa apropriação, do ponto de vista do interesse público. Uma das conclusões do primeiro Fórum Mídia Livre foi ampliar e dar visibilidade a esse debate em todo o país.

Articulação na América Latina
Outra conclusão apontou para o caráter latino-americano e internacional da luta pela democratização da mídia. Dario Pignotti, do jornal argentino Página 12, listou alguns dos problemas enfrentados em outros países do continente. Citou o caso do golpe contra o presidente venezuelano Hugo Chávez, em 2002, que contou com a participação ativa de veículos de comunicação não apenas do ponto de vista informativo, mas na própria articulação do movimento golpista. A partir deste diagnóstico, o Fórum de Mídia Livre decidiu trabalhar para construir uma articulação latino-americana e internacional de modo a levar esse debate para a próxima edição do Fórum Social Mundial, que será realizada em janeiro de 2009, em Belém do Pará. A idéia é construir um Fórum de Mídia Livre Latino-Americano e também um encontro com ativistas e organizações de outros continentes.

Para a coordenadora da Escola de Comunicação Social da UFRJ, professora Ivana Bentes, o primeiro Fórum de Mídia Livre representa um ato político que dá visibilidade a um setor que está explodindo no Brasil. Ela destacou os princípios da singularidade, da diferença e da diversidade que marcam os debates desse movimento. “Precisamos acabar com o discurso tradicional de lamentação da esquerda, que reclama falta de verbas, falta de recursos, mas não faz grande coisa e começar a construir alternativas ao atual sistema de comunicação”, defendeu. Essa luta, propôs ainda Bentes, deve buscar construir consensos em torno de alguns pontos básicos, mas preservando sempre o dissenso e a diversidade, evitando a repetição de experiências horizontais que não tomam a diferença como um valor fundamental. “A gente não que repetir a mesma linguagem da grande mídia”, resumiu.

Construção de alternativas
Gustago Gindre, do Coletivo Intervozes, observou que, numa sociedade de massa, não basta que a comunicação, como direito humano fundamental, seja considerada apenas do ponto de vista inter-pessoal. “É preciso garantir o acesso à informação e aos meios de comunicação. Não podemos perder de vista que as novas mídias não são, por si mesmas, democráticas. Vivemos em uma sociedade profundamente injusta e desigual e os meios de comunicação fazem parte disso. Queremos acesso à internet livre, acesso à radiodifusão, à televisão, à produção audiovisual, entre outros meios, para mudar esse quadro de injustiça e de desigualdade”. Gindre defendeu a construção de instrumentos e espaços de intercâmbio entre os veículos da mídia livre para fazer avançar a luta da democratização do acesso aos meios de comunicação, à produção e veiculação de informação de qualidade.

Editor da revista Fórum, Renato Rovai defendeu, por sua vez, a necessidade de tratar as diferenças como a maior riqueza do movimento Mídia Livre. “As diferenças que existem entre todos os veículos de comunicação independentes do Brasil constituem a nossa grande riqueza. Precisamos valorizá-las para construir e consolidar o nosso espaço”, disse Rovai. Paulo Salvador, do Conselho Editorial da Revista do Brasil, destacou o surgimento de novos espaços de mídia no país. “Nós passamos os últimos 30 anos reclamando, sem conseguir avançar na construção de alternativas concretas. Hoje, pode-se dizer que chegamos ao fim da ingenuidade e passamos a tomar iniciativas como é o caso da Revista do Brasil (editada por um grupo de sindicatos de trabalhadores de São Paulo) e de tantos outros veículos que vêm surgindo”, comemorou Salvador.

A dimensão política da mídia
Joaquim Palhares, diretor da Agência Carta Maior, chamou a atenção para a importância de entender a dimensão política da luta que o movimento Mídia Livre pretende implementar. “Nós vivemos uma situação de monopólio da comunicação que não admite qualquer debate sobre o controle social de sua atuação. Esse é o tamanho do problema”. Palhares reforçou as palavras de Dario Pignotti no sentido de dar um alcance latino-americano e mundial sobre a luta pela democratização da mídia. E defendeu a realização de um grande debate sobre esse tema no Fórum Social Mundial de 2009, em Belém. Além disso, Palhares ressaltou a importância do debate sobre a democratização da distribuição de verbas publicitárias, hoje amplamente dominada pelo grande setor privado. “Sem alterar essa situação, não conseguiremos construir uma alternativa ao modelo que aí está”, defendeu.

Durante os dois dias de debates, houve consenso também que não basta ficar expressando descontentamento com a atuação da chamada grande imprensa. É preciso construir espaços e instrumentos de comunicação para fazer essa disputa, defenderam vários participantes. Marcos Dantas, professor da PUC/RJ resumiu assim a dimensão desse desafio: “Vimos aqui um elenco de idéias muito positivas, mas penso que precisamos afunilar em torno de algumas questões concretas para sair daqui. Democratizar o acesso a verbas públicas, por exemplo, é uma questão concreta que tem que ser encaminhada. Outra é pressionar o governo pela realização da conferência nacional de comunicação. Uma outra ainda é a criação de um espaço de agregação da mídia livre. Quem e como vai encaminhar essas propostas? Penso que esses três pontos são absolutamente centrais e devem ser encaminhados pelo movimento da Mídia Livre”.

*Da Agência Carta Maior      http://www.cartamaior.com.br

PT portoalegrense homologou candidaturas

 

 
Foto:


Convenção do PT oficializa candidatura de Rosário e Danéris


Na tarde de ontem, segunda-feira (16/6) às 17 horas, ocorreu na sede municipal do PT,  na Av. João Pessoa, em Porto Alegre,  a Convenção do Partido dos Trabalhadores que oficializou a candidatura de Maria do Rosário a prefeita de Porto Alegre e de  Marcelo Danéris como candidato a vice,  além de uma  nominata de 48 petistas que disputarão vagas na Câmara Municipal e a formação da Frente Popular, em conjunto com o PRB e o PTC.

Segundo o presidente municipal e candidato a vice-prefeito, vereador Marcelo Danéris, o desafio do PT é de mudar a história da cidade. "O governo Fogaça não tem compromisso com a cidade. Durante a campanha, vamos falar da nossa história e exigir que eles falem da deles, para a população comparar quem realmente tem projeto para Porto Alegre", disse. "Com a nossa Maria, vamos mostrar para o José como se governa uma cidade", afirmou, referindo-se a Maria do Rosário e José Fogaça.

A deputada Maria do Rosário disse que a sua prioridade é fazer o povo de Porto Alegre ocupar cada espaço que lhe é de direito e resgatar a qualidade de vida da Capital. "Os governantes de uma cidade não podem faltar em defesa das comunidades mais excluídas. Não podemos nos conformar com a situação de pessoas que vivem debaixo de viadutos ou marquises e com a nossa juventude que é perdida para o tráfico de drogas. Isto é conosco!", frisou.

*Com o site do PT/Poa

Eleições 2008: Canoas/RS


Em Canoas, vice da chapa do PT é do PP

 

Saiu no  jornal 'O Timoneiro': A candidatura do Bloco de Oposição Municipal – BOM, que congrega PT, PP, PSB, PPS, PCdoB, PR e PtdoB foi definida no escritório político do bloco, no dia 9 passado, com a escolha de Beth Colombo para vice-prefeita da pré-candidatura de Jairo Jorge (PT) à prefeitura de Canoas. A decisão foi tomada conjunturalmente entre os partidos que compõem o bloco. Os candidatos explanaram algumas de suas diretrizes de campanha e os propósitos do bloco político. Jairo Jorge informou que as convenções iniciarão na próxima semana, encerrando no dia 22 de junho para planejamento dos coordenadores de campanha.

A candidata a vice-prefeita do BOM, Beth Colombo, é professora aposentada do município canoense, tendo prestado concurso para o Magistério em 1973, adentrando na área da educação, sendo, também, filiada ao PP há 36 anos, quando a sigla partidária ainda era Arena. Atuou como diretora da Escola Municipal Rio de Janeiro (1980/1982), diretora do DEPESA/ Secretaria Municipal de Educação (1982/ 1985), responsável pela elaboração de projetos e manutenção de escolas, Coordenadora de Saúde Pública da Prefeitura de Canoas (1993/1996), Secretária Municipal de Canoas (1999/ 2000), Delegada Estadual da Fundacentro do Ministério do Trabalho (2000/2002). (...)http://www.otimoneiro.com.br/

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* Nota do Blog: Segundo circula na imprensa local, o PPS (partido ligado ao ex-governador Antônio Britto e seu pupilo Cesar Busatto, defenestrado na mais recente crise do governo Yeda) está descontente com a indicação da vice pepista e ameaça sair do BOM, a exemplo do DEM (ex-PFL) que, semana passada, decidiu sair do 'Bloco' e aderir à chapa situacionista liderada pelo PMDB (com as bênçãos do prefeito tucano Marcos Ronchetti). 

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** Vai ficar difícil para o presidente estadual do PT, o bravo companheiro Olívio Dutra, reprisar  em Canoas o discurso proferido algum tempo atrás, quando referia-se às 'más companias' (durante a crise que envolveu o partido e o governo Lula em 2005) como um dos fatores principais que a deflagraram e que tantos prejuízos e desilusões trouxeram ao conjunto da sigla, principalmente para sua outrora aguerrida militância. 

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*** Bastante heterodoxa, essa 'política de alianças' do PT canoense. Se a moda pega...

Charge do SANTIAGO

 

* Pescado do Dialógico

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